De forte personalidade, era procedente não de Kastelorizon, como a grande maioria dos gregos, e sim de Smirna, que anteriormente pertencera à Grécia (atual Turquia).
Uma vez por ano, o padre percorre todas as casas dos gregos para benze-las com água benta. E no dia de "Epifania", "dia dos Reis", e todo o primeiro domingo do mês, os fiéis,na igreja recebem o "agiasmós", em que o padre benze os fiéis com água benta. Na "Epifania", o padre, de batina preta, barrete na cabeça "kalimafki", empunhando na mão direita uma longa cruz grega e uns ramos de manjericão, e na esquerda, um pequeno balde de prata com água benta, entra nas residências, aspergindo a água com os ramos de manjericão e com a cruz em nossa direção, para a beijarmos, bem como a sua mão.
E um momento solene e de grande convicção. Em seguida, o padre grego senta-se à mesa para um café ou se serve de algum doce e continua a sua peregrinação.
A preocupação dos gregos era a de conservar a sua religião, portanto, manter um pároco na comunidade. Assim, podemos sentir a presença de inúmeros deles na comunidade: Monsenhor João Chryssakis em 1925; Padre Panayotis Paleológos e Padre George, em 1955; Padre Miguel Michalopulos, em 1957; Padre Yassif, em 1960; Padre Panayote Meintanis, em 1966; Padre Constantino Parasquevaides, em 1971.
O Monsenhor João Chryssakis nasceu em Smirna, em 1898, e faleceu em Florianópolis, em 30 de janeiro de 1971. Foi o primeiro padre grego a se radicar no Brasil , em 1925.
Viveu em Florianópolis, durante quarenta anos e lecionou grego durante vinte e cinco anos no Instituto Estadual de Educação Dias Velho, e foi pároco da Igreja de São Nicolau durante trinta anos.
Visitava os gregos nas suas datas festivas, juntamente com sua esposa e filhas.

O Padre Miguel Michalopulos exerceu as funções sacerdotais nos Estados Unidos e foi um grande entusiasta e incentivador dentro da comunidade.
O Padre Panayote Meintanis veio da ilha de Zakintos e já construiu cinco igrejas ortodoxas, três na Grécia, uma em Porto Alegre e outra em Curitiba.
O Padre Constantino Parasquevaides veio da Macedônia e foi pároco da Igreja de São Nicolau de Florianópolis.

Texto:(Savas Apostolo Pítsica)
"Os Gregos no Brasil" - 1983